O Atum

Peixe de águas profundas e frias, o atum contém características nutricionais interessantes. Peixes que vivem nestas condições geralmente possuem um teor aumentado de gordura quando comparado com outros. Essa gordura, entretanto, tem uma excelente composição. Além de conter várias vitaminas e minerais importantíssimos, ela é formada principalmente por ômega-3, nutriente essencial ao nosso organismo, que não conseguimos produzir dentro do nosso corpo.

Com alto potencial antioxidante e anti-inflamatório, o consumo de w-3 é de extrema importância para recuperação muscular em atletas. Estuda-se o poder dele de diminuir o tempo de regeneração das fibras musculares em atletas, o que é de suma importância para quem tem uma rotina de treinos exaustiva e desgastante.

Discute-se atualmente sobre à qualidade de peixes deste habitat, devido à contaminação de rios e oceanos com metais pesados, como mercúrio e chumbo, que aumentou de maneira drástica após a Revolução Industrial. Com isso, os peixes de águas profundas passaram a estar mais suscetíveis à incorporação destes elementos. Doses pequenas destes produtos no nosso organismo estão relacionadas de fato a uma série de doenças, principalmente neurológicas. Alguns pesquisadores sugerem, então, que o consumo EXCESSIVO deste alimento pode resultar em intoxicações por metais pesados.

É importante analisar essa colocação e adequá-la à nossa cultura. Países como Japão, onde o hábito de comer esses peixes é rotineiro, podem estar dentro deste grupo de risco, mas aqui no Brasil, onde o consumo de peixes não é tão frequente, não é preciso se alarmar. A variedade dos tipos de peixes vendidos e consumidos pelo brasileiro faz com que a freqüência de animais de águas profundas no nosso prato seja pequena.

Por isso, atum, salmão, sardinha, entre outros são muito bem vindos na culinária brasileira, para o bem da nossa saúde e do prazer de comer um bom peixe! São uma ótima opção de fonte proteica para a dieta.

 

Fonte: Anna Lou M. Hathaway e Pedro Rodrigues